O grupo “Interpretar e Aprender” surgiu como ideia nos corredores da Universidade de São Paulo por três estudantes de História interessados em integrar diversão e aprendizagem. Apaixonados tanto por narrativas fantásticas quanto pelo ato de ensinar, estes amigos decidiram criar um grupo cujo intuito seria trabalhar, de forma prazerosa, os conteúdos escolares - e não haveria melhor maneira de fazê-lo do que utilizando o RPG, ou Role Playing Game.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Publicações de fim de ano

2016 acabando, um ano de muito trabalho aqui no Interpretar e Aprender, e estamos muito felizes com duas publicações que saíram essa semana.


Em primeiro lugar, o livro físico do Alex Bretas "Kit educação fora da caixa", com 50 ferramentas de aprendizagem diferentes das aulas convencionais. (Nós estamos na página 111 \o/)



















E também a terceira edição da Revista Mais Dados, organizada pela ONG mineira Narrativa da Imaginação. Uma das publicações acadêmicas mais relevantes no cenário do RPG brasileiro.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Entrevista ao programa Em Contexto

Confira a nossa entrevista ao programa Em Contexto da Andross Editora, um bate-papo sobre o RPG na educação!




terça-feira, 8 de março de 2016

Meninas e Meninos

Como não poderia deixar de ser, decidimos por fazer um post de comemoração do dia internacional da Mulher. E desta vez vamos comentar de uma parceria muito interessante que rendeu frutos inesperados. Me explico: no começo desse ano o pessoal da célula de São Paulo do Covil do RPG se aproximou da gente para entender como estávamos trabalhando o RPG com um público um pouco mais jovem que costuma frequentar as mesas que conhecemos.

Entre o tema RPG para iniciantes e RPG educação, participamos já de dois eventos nesse ano. No último sábado tivemos a oportunidade de reunir em uma mesa jogadores variando entre onze e treze anos de idade. Ao contrário do que esperávamos, nem a diferença de idades nem a de gêneros foi um problema para meus padawans... Digo, jogadores. Tentando trabalhar os conteúdos matemáticos e históricos desenhados para esta aventura sobre as fundações da Inglaterra.

Cabeçalho, Atributos, Perícias, equipamentos e pontos de vida fora individualmente anotados. Cada jogador alterando perícias de acordo com sua vontade e, melhor ainda, ajudando-se mutuamente a montar suas fichas. Vi um sopro novo naquela mesa. Ao contrário do grupo de rpgistas padrão, Luís, Guilherme, Julia, Luana, Marcos e Felipe se ajudaram a criar um personagem inteiro. Cada um com a sua vontade e todos se ajudando. P. do que você está falando?

Existem vários sistemas para se vencer todo tipo de obstáculos, espera-se, por exemplo, que em um grupo de jogadores de RPG tenhamos, com alguma variação, um guerreiro, um ladrão, um mago (se possível no cenário). O mago pode ser um médico em um cenário medieval histórico, por exemplo. Ou o guerreiro pode ser um arqueiro. As variaçōes são muitas. Todos ali na mesa já haviam jogado RPGs virtuais (de computador ou video-game), portanto todos entendiam essas táticas e, ainda assim, uma menina decidiu criar uma mulher capaz de vestir armadura e lutar.

Apesar da ideia problemática por ser radical na relação de poder entre homens e mulheres no século XII, decidimos explorar esses pequenos anacronismos e fomentar a imaginação. Dentro do que cada um deles concebia como verossímil ou verossimilhante, todos se comportaram relativamente bem dentro dos papéis que escolheram. Houve pouca necessidade de mediação do mestre para com a mesa, a qual acompanhou com empolgação os eventos do cerco do forte Stoneheart.

Duas coisas chamaram a atenção nesta nova fase laboratório de nosso grupo dessa última experiência: o comportamento das meninas ao longo das cenas aumentou progressivamente, enquanto os meninos mantiveram certo distanciamento dos personagens. Pouco a pouco vi a narrativa da garota sobre sua cavaleira ganhar vida. Quando ela se viu cercada por inimigos, vencida, Julia prendeu a respiração antes de perguntar: como eu saio dessa?

A médica de Luana teve de lidar com problemas mais cotidianos: preconceito de gênero, chefes reclamões, e nobres estúpidos cujas palavras não podem ser contestada. Há um motivo para esses temas serem apresentador por um mestre e não por um computador, o filtro que trata cada tema e como eles são tratados é essencial. Afinal eles precisam vencer, o mundo não pode ser sempre uma derrota para essas crianças. Mesmo que seja mentira que uma mulher há mil anos conseguiu mudar alguma coisa. Olhe para a história, vejamos em Joana D'Arc um ícone feminino. A história até o século XX foi escrita por homens, sua maioria brancos. Então agora precisamos dar aos nossos jogadores-aprendizes a fixa noção de que o passado não muda, mas sua interpretação nos ensina. Esse aprendizado, eu testemunhei no último sábado quando cavaleiros, generais e conselheiros invadiram o forte Stoneheart.

Ainda que sua missão não tenha ocorrido como o esperado, aquelas crianças viram o preconceito interpretado em personagens caricatos, em um tempo onde eles sabiam que aquele preconceito era aceito: ainda assim eles disseram NÃO! Isso é poderoso. Saber se colocar em relação ao seu entorno, mais que isso, confiar que outros estarão contigo. O que os jovens padawans... jogadores me ensinaram no último sábado foi que estamos construindo uma sociedade melhor, uma história de cada vez.

Mais sobre a mulher em jogos (principalmente virtuais) no Feminist Frequency!

No sábado, dia 19, Vamos participar novamente do mesmo encontro. E você ainda pode ficar ligado na nossa página do facebook para outras diversas atividades envolvendo RPG e Educação (com e sem nosso grupo)

Próximas atividades

Quando? Sábado, 19 de março de 2016 a partir das 14 horas.
Onde? Geek House - Alameda Franca, 1055. Jardins.
Idade esperada: mesas com pré-adolecentes de 11 a 16 anos de idade. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Diário de Amanhã (review)



O Diário de Amanhã, criado em parceria pelo Senac e a Palas Athena, e chancelado pela UNESCO, é uma importante ferramenta que traz a discussão sobre direitos humanos para a sala de aula. A ideia é evitar que a manchete do jornal de amanhã, que conta uma história de violação dos direitos humanos, não ocorra. Para isso, as 12 manchetes possuem cinco opções, cada uma enveredando por um caminho da sociedade. Ás vezes um problema pode ser resolvido juridicamente, com leis mais rígidas; pedagogicamente, com programa educacionais que pretendem evitar que as violações ocorram; ou pela mídia, expondo os vários lados da questão para formar a opinião pública. As respostas aos problemas são muito bem elaboradas, assim como as manchetes em si, todas absolutamente plausíveis em nosso país, que de acordo com a Anistia Internacional, está em "permanente violação de direitos humanos". Cada uma das missões estão relacionadas a um ou mais artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um documento bastante difícil de ser utilizado nas escolas, pois a linguagem não é das mais acessíveis.

Os desenvolvedores ainda consideraram a precariedade da infraestrutura de ensino brasileira, principalmente nas escolas públicas longe dos maiores centros urbanos, e disponibilizaram gratuitamente a versão que pode ser jogada sem conexão com a internet, apenas mediante ao cadastro do professor ou gestor da escola.

O professor deve dividir seus alunos em cinco equipes, que podem escolher um nome e um avatar. O jogo possui várias opções de avatar, com diversas etnias e cor de pele distintas - o que é importante para a inclusão social. Devem, então, preparar placas com as letras A, B, C, D e E e o professor insere as respostas escolhidas no computador clicando de uma maneira bem simples.

A experiência, entretanto, tem alguns altos e muitos baixos. Logo de início, um vídeo bastante interessante sobre a construção histórica do conceito de direitos humano introduz um dos mais enfadonhos quizz que já experimentei. A atividade ignora completamente o conceito de jogo e de gamificação ao priorizar a memorização de fatos e datas expostos no vídeo. São vinte perguntas sobre direitos humanos, com 20 segundos para resposta e narração de cada pergunta e cada item da resposta totalizando mais de hora nessa seção.


Luciano Meira sobre a Gamificação:


A parte interessante do jogo, só então, aparece. Um extraterrestre chamado Moros guia os grupos pelas manchetes de jornais que devem ser evitadas. A surpresa com o novo personagem logo desaparece quando, a cada manchete, Moros narra o artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos ela está ligada, usando basicamente a mesma frase doze vezes seguidas. A trilha sonora tem o mesmo tom, não muda, não emociona. Também não há como "salvar" o avanço no jogo, fazendo com que o jogo todo deva ocorrer de uma só vez, durando mais de duas horas, o que torna-se um conflito quando professores dispõe de uma aula de cinquenta minutos, geralmente.

Por mais bem produzidas que as manchetes de amanhã e as maneiras de lidar com elas sejam, o jogo também ignora o feedback constante que a gamificação prevê. A cada resposta o grupo ganha um item (caneta, computador, toga, tubos de ensaio, etc) que não tem utilidade alguma até o final das doze manchetes. Tais itens irão determinar o perfil do grupo, porém em nenhum momento o jogo deixa isso claro até o final. Se o grupo ganhou mais itens jurídicos, o perfil é de juiz, que prefere punir os transgressores para formar uma sociedade mais justa; ou ainda se o grupo recebeu mais itens educacionais, tem o perfil de educador, que utiliza políticas educacionais para prevenir a violação de direitos; e assim por diante. Também não há um objetivo claro dentro do jogo, a não ser delimitar o perfil do grupo e, dependendo das possibilidades do professor, dos alunos e da escola, tomar medidas para ações na comunidade fora do jogo.

A escola, os criadores e os desenvolvedores devem entender que não é possível partir dos pressupostos que estamos acostumados para utilizar jogos na educação. O jogo não deve cobrar ou transmitir conteúdo como pensamos uma sequência didática ou uma atividade na escola. Deve possibilitar uma experiência de resignificação e aproximação dos conteúdos escolares de maneira lúdica. A ferramenta "O Diário do Amanhã" é muito potente, pode e deve ser utilizada por professores, e são necessárias mais e mais ferramentas nesse sentido, mas não pode ser chamada de jogo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

30! Canais educacionais no youtube

Como você tem aproveitado seu tempo na internet? Que tal aproveitá-lo como quando você assistia o "Mundo de Beakman"?
Talvez você não saiba, mas hoje é possível encontrar centenas, senão milhares de vídeos com a mesma didática, espalhados pelo Youtube.

Nos últimos anos, uma onda de canais dispostos a discutir e divulgar conhecimento vem surgindo.
Nesta grande onda de produção, alguns destes canais se destacam, e por isso, merecem ser compartilhados. 

Nesse post apresento os canais que mais chamaram minha atenção neste último ano, em que abandonei a TV definitivamente para me entreter enquanto aprendo.


Tema: Psicologia
Língua: Português
Legendas em PT-BR: NA
Sobre: Falando sobre psicologia de forma simples, mas abrangente, através de vídeos curtos, este canal é indispensável para os brasileiros que querem usar o Youtube como fonte de conhecimento.

Tema: Ecologia, Biologia, Geografia
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal voltado a explicar curiosidades sobre o planeta, suas espécies, e mudanças climáticas. Este canal recentemente produziu um vídeo que ilustrou o tema "sustentabilidade e a dependência de combustíveis fósseis", no debate dos candidatos a presidente do partido democrata americano.

Tema: Biologia, Variedades
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com vídeos sobre diversos assuntos de biologia, desde relações simbióticas entre formigas e plantas, até a ciência de como os sabores artificiais são feitos, este canal é o ideal para quem gosta de curiosidades sobre assuntos biológicos.

Tema: Social, Diversos
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com uma produção baixa, este canal merece ser indicado por abordar temas muito pouco apresentados em outros canais, como a teoria dos jogos, a teoria da tragédia dos comuns, gene egoísta, dentre outras.

Nerdologia
Tema: Variedades
Língua: Português
Legendas em PT-BR: NA


Sobre: Com vídeos sobre temas puramente científicos, intercalados com temas puramente nerd, este canal usa a ciência para propor respostas a temas nerds como "qual herói tem o soco mais forte?".

Tema: Social (Feminismo)
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal que abre a discussão sobre representações machistas apresentadas nos jogos eletrônicos, parte muito influente da nossa cultura, e das novas gerações.

Tema: Medicina, Biologia, Política, História (mundial e EUA), Ecologia, Astronomia, Economia, e Filosofia em breve
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Parcial
Sobre: Com uma grande variedade de temas, este talvez seja o canal mais completo de ciências do Youtube. Porém, seus textos são um tanto rápidos, e necessitam de um certo conhecimento do inglês, ou de brasileiros dispostos a inserir as legendas nos vídeos.

Tema: Geografia, Geoeconomia, Social
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal voltado a entender os aspectos geográficos de cada pais, e por aspectos geográficos eu me refiro a aspectos geofísicos, geoeconômicos, geosociais. Vejam o vídeo do Brasil, é engraçado e tem uma mensagem de humildade, assumindo a dificuldade de apresentar um país tão diverso em um vídeo de 12 minutos.

Tema: Física
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal de vídeos curtos e simples para quem tem interesse em física, muito indicado para iniciar nesta ciência.

Tema: Física
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal que fala sobre a física do dia a dia, desmistificando temas do cotidiano com o auxílio da ciência.

Tema: Variedades
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Parcial
Sobre: Uma das franquias de canais mais bem-sucedidos globalmente, estes canais abrangem todos os temas possíveis, de forma a instigar a curiosidade dos expectadores.

Tema: Biologia, Variedades, Social
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: NA
Sobre: Com vídeos sobre biologias, assuntos variados, e críticas sociais, este canal apresenta questões e críticas à nossa sociedade (brasileira).

Tema: Filosofia, Social, Comunicação, Comportamento
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com vídeos sobre empatia, filosofia, relacionamento, dentre outros, este seria o canal mais completo de ciências humanas do Youtube. Com a vantagem de usar textos com ritmo mais lento, que auxiliam pessoas que querem também melhorar o domínio da língua inglesa.


Tema: História
Língua: Português
Legendas em PT-BR: NA
Sobre: Canal que discute questões da história, tanto nacional quanto global.

Tema: História, Literatura nerd, Internet, Variedades
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Sim (Parcial)
Sobre: Este canal, apesar de diversos seguidores, se mantém fiel a sua proposta original, de ser um monólogo criado pelo seu único autor. Este canal possuí um vídeo que todos que presenciaram ondas de ódio na internet deveriam ver, o "This Video Will Make You Angry", que apresenta a teoria do meme (sim, meme é uma palavra cientifica!).

Tema: Astronomia
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Este é um canal da franquia SciShow para o tema de astronomia, exclusivamente. Também voltado para curiosidades desta área da ciência.

Tema: Diversos
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com vídeos relativamente curtos, este canal trata de temas que vão desde a física, até os efeitos do álcool e outras drogas. Até mesmo a ciência por trás dos "trolls" da internet já foi tema de vídeo.

Tema: Diversos
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Este canal é feito de vídeos curtos sobre temas que estão no cotidiano, notícias importantes à nível global sempre recebem um vídeo dedicado. Bom para quem quer se manter atualizado.


Tema: Diversos
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Sim
Sobre: Seguindo a série TED, ideias que merecem ser compartilhadas, surgiu este canal, TED-Ed, aulas que merecem ser compartilhadas. Este canal ilustra curtas aulas de 4 minutos para apresentar noções de diversos temas aos seus seguidores.

Tema: Física
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Seus vídeos são sobre conceitos físicos difíceis de assimilar, como relatividade, quântica, dentre outros. Apresentados com ilustrações que facilitam o entendimento.

Tema: Física
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com vídeos de cerca 10 minutos, este canal tem como objetivo apresentar e corrigir noções de física moderna, porém com uma abrangência profunda. Indicado para quem já tem uma boa bagagem de física.

Tema: Física, Astronomia
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Com vídeos muito profundos sobre física e astronomia, este canal é indicado apenas para quem tem formação em áreas de ciências exatas, ou tem muito interesse no assunto.

Tema: Computação
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Apesar do tema ser específico, é tratado com analogias simples, que apresentam os problemas sociais e filosóficos que a evolução da computação tem apresentado. Por exemplo, o problema da segurança da urna eletrônica, e o problema da decisão que os carros automáticos deverão ter sobre um acidente.

Tema: Astronomia (Exploração)
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Canal feito pela agência espacial canadense, apresentando os problemas que encontramos para explorar o espaço, além de situações inusitadas que os astronautas presenciam vivendo em órbita.


Tema: Física, Astronomia, Biologia, Social
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Sim
Sobre: Canal voltado a temas interessantes sobre física, astronomia, biologia, e algumas vezes sociais, como é o caso do vídeo sobre vício, e sobre a imigração dos sírios. É um canal de vídeos divertidos e muito interessantes.

Tema: Social (LGBT)
Língua: Português
Legendas em PT-BR: NA
Sobre: Canal que intercala vídeos de humor feitos pelo público LGBT, com vídeos apresentando as dificuldades que pessoas deste público sofrem por conta da discriminação.

Tema: Social (Deficiência visual)
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Um deficiente visual apresenta com bom humor o seu dia a dia, e os problemas que enfrenta.

Tema: Social (Deficiência auditiva)
Língua: Libras
Legendas em PT-BR: Sim
Sobre: Neste canal, Larissa apresenta a vida de uma jovem com deficiência auditiva, através de um vlog que aborda diversos assuntos.

Tema: Social (Fibrose cística)
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Uma menina com fibrose cística fala de sua vida, suas limitações, e como encara a espera por um transplante de pulmão, com a possibilidade de morrer a qualquer dia.

Tema: Social (Tricotilomania)
Língua: Inglês
Legendas em PT-BR: Não
Sobre: Uma menina com tricotilomania fala das dificuldades de quem tem essa doença. Às vezes, para não ser vítima do impulso de arrancar o próprio cabelo, chega ao extremo de raspá-lo.

Com esta lista eu espero que vocês possam voltar a estudar nos horários vagos, de forma leve e periódica, como venho fazendo.
Agradecimentos ao meu colega Dany Beraldo, pela ajuda com indicação de canais.
Alan Elric

terça-feira, 13 de outubro de 2015

ONG procura financiamento para apoiar o RPG nacional

A Narrativa da Imaginação é uma ONG que dedica-se à aplicação e divulgação em diversos ambientes de aprendizagens, formais e informais, e está precisando de nossa ajuda! Sua sede será em Uberlândia, mas os projetos estão no Brasil inteiro.




  

Narrativa da Imaginação é uma associação de defesa, promoção e acesso a cultura e educação (OSCIP com utilidade pública municipal) atuante na produção, divulgação e aplicação de jogos narrativos (RPG, larp, sword play, jogos de cartas e tabuleiros modernos) e linguagens artísticas inovadoras para educação.

PÚBLICO-ALVO
Educadores, educandos e comunidade.

MISSÃO
Promover a melhoria na qualidade das relações humanas, condições de vida e desenvolvimento pessoal com excelência e sustentabilidade.

VISÃO
Ser a melhor instituição educacional promotora e desenvolvedora de jogos narrativos analógicos com projetos de qualidade pautados nos critérios da inovação, cultura e valores humanos, sendo referência em estratégias de “ensinagem”.

VALORES

Somos sempre transparentes, respeitando as diferenças em todas as suas manifestações, sem perder nossa conduta
·         Nossa Conduta condiz com simplicidade, lógica e disciplina;
·         Nossa Disciplina é pautada na organização, comprometimento, firmeza, eficiência e integridade;
· Nossa Integridade é composta pelos valores humanos: paz, verdade, ação correta, não violência e amor;
·     Nosso Amor está em criar condições para o desenvolvimento dos talentos e potências inerentes a cada ser.



Efetivar a locação e manutenção de uma sede própria com salas de aula e de atendimento ao professor de rede pública, para por meio de projetos melhoramos a qualidade de suas relações com os alunos, a escola e consigo mesmo.



Formação de professores: capacitação semipresencial com duração de 100h (5 meses) em metodologia Role Playing, (estrutura metodológica desenvolvida pela ONG) que permite ao educador tornar-se um desenvolvedor de jogos narrativos educacionais utilizando elementos do RPG, Larp, jogos de tabuleiro e cartas. Busca promover a formação da identidade docente, bem-estar nas práticas cotidianas, gestão de bagunça e melhoria na qualidade nas relações professor-aluno a fim de desenvolver pré disposição a aprendizagem e encantamento em ensinar.
Revista Mais Dados: revista científica da América Latina que busca coletar artigos, traduções, resenhas, entrevistas e demais produções sobre jogos narrativos (jogos baseados em uma história contextualizada), que tem ampla aplicação no campo educacional e cultural. Existente desde 2014, possui lançamento anual, vendida virtualmente na loja da ONG e através de edições impressas sob demanda com valor variado.
Livros solidários: editora popular gratuita (virtual e impressa) que publica contos, poesias, romances, drama, ficção, livros técnicos, anais, material didático, monografias, dissertações, teses e jogos narrativos, com abertura de edital anual. O editorial revisa, cria capa, ficha catalográfica diagramação, revisão gramatical, ajuste a normas da ABNT e produção do ISBN.  Posteriormente essas obras são vendidas virtualmente na loja da ONG.


Festival Cultural de Jogos: Mostra de jogos de tabuleiro, cartas e representação, agregando a interação entre várias escolas e a comunidade, ocorre desde 2013, vinculado à Secretaria de Cultura.
Mundos Distantes: Exibição de músicas orquestradas de videogame e desenhos animados, na intensão de transportar os participantes para distantes mundos ficcionais que propiciam a introdução a percepções sutis sobre a estrutura e composição da música instrumental.
Anima Clube: Apresentação de animações de diversas regiões do mundo, junto a debates com professores convidados a fim de perceber por diferentes parâmetros sobre a formação de enredo, estrutura audiovisual e composição de ilustrações.
Caminhos do Mestre: Atendimento gratuito à comunidade a fim de trabalhar exercícios físicos aeróbicos com ludicidade para jovens, famílias e crianças sedentárias, por meio da prática orientada e cooperativa do Sword play (esgrima medieval simulada com equipamentos de espuma).
Jogado na Mesa: Ensino e divulgação do RPG a comunidade e escolas realizado no SESC vinculado ao programa Mesa Brasil com coleta de alimento e redistribuição para instituições de assistência social direta. Ação continua junto ao RPG da Associação Brasileira de RPG.
PIDGIN: Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Jogos Narrativos, Linguagens Culturais e Práticas Psico-Sociais Educacionais. Atualmente está desenvolvendo uma linha de RPGs educativos e culturais.


Atendimento docente: Atendimento psicológico para grupos professores da rede pública, utilizando ferramentas de Programação Neuro Linguística (PNL) e Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), a ser realizado com maior qualidade e atenção na sede da instituição, em fevereiro de 2016.
Plataforma Educacional Primal: Plataforma Gameficada de Ensino à distância do Brasil, baseada no jogo Second Life e Plataforma Classcraft, com campos para lojas virtuais, anuncio de vagas de emprego e disposição de portfólios. Com previsão de lançamento para abril de 2016, tem como objetivo chave, gerar fontes de renda extra para professores da rede pública, combatendo assim o mal-estar docente e abrindo mais vagas de emprego na rede pública de ensino.
Jornadas Pedagógicas: projeto de turismo educacional para apresentação de inovadoras propostas para a educação básica no Brasil, como Pedagogia Waldorf, Projeto Âncora e Pedagogia Espírita, nas quais a instituição organiza ônibus, alimentação, guias turísticos e estadia, a um valor simbólico, com um desconto especial para professores da rede pública. Previsto para outubro de 2015.
Ludeiras: Reforma de carteiras escolares, por meio de decoupage de quadrinhos e materiais de RPG, com atuação de artistas plásticos, tornando-as lúdicas e incentivando a leitura, para serem utilizadas na sede e também doadas as escolas públicas. Previsto para março de 2016.



Como cada um ajuda, baseado em sua capacidade e desejo no bem, todos os apoiadores irão receber igualmente cópias virtuais de todas as edições da revista Mais Dados, seguido de três livros revisados sobre RPG e educação, entre eles a primeira experiência sobre metodologia role playing.        







PELA PRIMEIRA VEZ EM 4 ANOS, NÃO REALIZAMOS O CURSO POR FALTA/CORTE/HISTÓRIA COMPLICADA DE RECURSOS, DEIXANDO DEZENAS DE PROFESSORES ÓRFÃOS DE LUDICIDADE.






Neste momento existem três formas básicas de ajuda (e uma especial ao final)
1.     Ajude com este financiamento, postando em sua linha do tempo e grupos que participa, divulgue para amigos. Quanto maior o recurso arrecadado, mais pessoas podem se envolver podendo trabalhar nos projetos apresentados;
2.    Caso você for empresário (a) ou conhecer alguma empresa que simpatiza pelas ideias propostas, e queira investir nestes projetos, realizamos o abatimento de 2% no imposto de renda de acordo com a lei Federal 9.249/95 apenas para empresas que trabalhem com lucro real.
3.    Caso simplesmente seja empresário(a) e queira patrocinar os projetos, realizamos a contrapartida de divulgação de marca em: Contracapa dos livros e revista, cartazes, flyers, Site, fanpage e Loja.                 
Nosso processo de voluntariado ocorre anualmente no mês de agosto, mas nossas parcerias ocorrem o tempo todo, ajude com sua genialidade particular.



Como apresentado na animação, todo recurso além da meta estipulada será revertido em um edital com abertura de vagas remuneradas (design, marketeiro, web design, back office, psicólogo, artista plástico, advogado, revisor, programador, ilustrador, gestores de projetos, pesquisadores, educadores e estagiários de diversas áreas, podendo ou não ser residente de Uberlândia) para nossos projetos no compromisso com a excelência e sustentabilidade.


domingo, 20 de setembro de 2015

Da República ao Império


No sábado (12/09) fechamos a aventura que contava a turbulenta passagem da república para o império da civilização romana. Essa foi a primeira vez que não realizamos uma one shot e os personagens ganharam XP entre uma sessão e outra. A atividade foi muito interessante, principalmente porque contamos com um novo professor-narrador conosco: Danilo Vieira. Ele contou um pouco como foi essa experiência, e esperamos que continue colaborando com suas reflexões, risadas, etc.



Roma Para Garotos

Estátua de Vercingentorix, Bugundia.
Depois de vencer Vercingentorix na Batalha de Aléssia, os campeões de Cesar atravessam o Rio Rubicão, para mais tarde ascenderem como patrícios de uma Roma em constante expansão. Porém, alguns dos guerreiros escolhem ficar contra o Cônsul e decidem enfrentam as consequências de viver como fugitivos nos arredores da capital da República.

Essa é a história que se passou antes da minha primeira sessão de RPG profissionalmente. Os guerreiros que lutaram ao lado de César contra o rei gaulês são estudantes entre 12-14 anos. Minha experiência começou discutindo com o Paulo e o Thiago maneiras de como continuar aventura a partir da cena descrita no início do post. Como seriam as aventuras dos guerreiros, que agora se tornaram “novos patrícios” ou opositores de Cesar. Eu sou professor de Física, e só conheço a história de Roma por lembranças embaçadas dos conceitos ensinados nos meus anos de educação básica, portanto no começo fiquei um pouco perdido e receoso, mas com o tempo fui me acostumando com a ideia toda.

Foi muito interessante participar de todo o processo de criação da aventura e perceber o quanto o Grupo Interpretar & Aprender lida de forma profissional com o RPG na educação. Me pareceu que o objetivo principal é criar a curiosidade nos alunos sobre os assuntos, e não tanto passar datas, nomes ou coisas do tipo. Eu gostaria muito que o grupo crescesse, e pudesse englobar outras pautas, como incorporar jogadoras estudantes e mestras no Grupo.

Confesso que não tenho muita experiência mestrando, e grande parte da minha vida rpgística foi como jogador, mas mestrar para as crianças me fez repensar diversas pontos sobre metodologias de ensino. Apesar de ter sido avisado que alguns alunos eram muito ativos, ou se dispersavam facilmente, me impressionou o quanto eles prestavam a atenção na aventura e se interessavam pelo que acontecia.
ROYER, L. Vercingentorix joga as armas aos pés de Julio Cesar. 1889

Durante a sessão, próximo do final da aventura, um momento me chamou bastante atenção. Eu estava narrando uma cena em que Marco Aurélio e Otávio iam conversar com os personagens dos alunos, e comecei falando que tinha dois homens que pareciam grandes nobres romanos. Um dos jogadores me interrompeu e falou “ah o outro cara que está acompanhando ele deve ser o Otaviano”, enquanto eu ainda estava apresentando o Marco Aurélio. O que só reforçou a ideia de que além de incrivelmente espertos, os alunos fazem relações que muitas vezes não prevemos. O RPG se mostrou uma ferramenta muito poderosa, tanto para usufruir da curiosidade dos os alunos, como uma forma de se aproximar dos mesmos, e conhecer as formas particulares com que eles trabalham o conteúdo que lhes é apresentado.

Todo esse processo me fez pensar como aplicar o RPG numa metodologia de ensino de Física. A Física possui obvias diferenças (e não tão obvias similaridades) com a História, e essas diferenças resvalam quando se pensa em um jogo aplicado ao ensino. Um dos grandes entraves ao ensinar física, é o esforço em não deixar o conteúdo muito matematizado, porém sem esquecer que a Matemática e a Física caminham juntas. Atualmente, a pressão do vestibular e um currículo inchado fazem com que grande parte do que é ensinado em Física se resuma a “fórmulas”. Mas acredito que o RPG possa ser usado para tirar essa rigidez do ensino de física, e deixar o aprendizado um pouco mais livre e imaginativo, características que às vezes não se encaixam quando pensamos o ensino de ciências naturais.



 Danilo Vieira é formado em Física pelo Instituto de Física de USP e RPGista desde 2001

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

4º CONPE






Nos dias 20, 21 e 22 de Agosto ocorre o CONPE, Congresso de Pesquisa em Educação, organizado pelo Sindicato dos Professores de São Paulo. Renomados pesquisadores estarão palestrando e o foco desse ano são as ciências humanas: 

"Não existe formação plena do indivíduo se as Humanidades não puderem atuar no amadurecimento intelectual do estudante."


No sábado (22/08) nós do I&A apresentaremos o projeto para educadores e gestores que tiverem interesse. Confira a programação completa aqui (estamos na página 19!).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Relato de aventura

No mês de Março, pelo segundo ano, o Grupo I&A realizou aventuras na festa de aniversário dos nossos mais fiéis jogadores. Esse ano contamos com a presença do Renan Viestel, professor de matemática e RPGista. Na verdade, o Renan faz parte da pré-história do I&A, já que, antes de fundarmos o grupo, o Thiago jogou pela primeira vez com alunos do colégio I.L. Peretz e dividiu o trabalho com o Renan. Ele fez a gentileza de descrever como foi a experiência!

Quem já observou uma criança brincando percebe que os jogos surgem com certa naturalidade dentro de seu repertório de atividades divertidas. Segundo Piaget, os jogos se apresentam de três maneiras na infância:
- jogo de exploração: onde a criança, normalmente de 0 a 2 anos, explora o mundo pegando, mordendo e abraçando tudo que está em seu alcance.
- jogo de interpretação: a criança interpreta situações do cotidiano, como brincar de escola, e corrige suas frustrações. Também existe a versão fantástica, na qual a criança é capaz de projetar seus desejos e inquietações extrapolando sua imaginação.
- jogo de regras: a criança tende a aceitar um conjunto de regras, criadas com sua participação ou não, e fazer com que esses combinados sejam a lei momentânea, se esforçando para que todos os envolvidos sigam essa lei.
O objetivo desse texto é relatar a experiência que vivi com o grupo "Interpretar e aprender", na qual buscamos fazer uso de um movimento natural do desenvolvimento da criança, o jogo de interpretação, para introduzir conceitos de disciplinas escolares. Desde o princípio, me animei com o convite do grupo para narrar uma aventura em uma festa de aniversário. Confesso que tive certo receio ao introduzir desafios matemáticos no decorrer da aventura, principalmente porque era um momento de puro lazer das crianças. Ao chegar no local da festa a atmosfera de empolgação era palpável, os meninos ouviam com atenção a descrição de cada um dos quatro cenários que havíamos planejado e as caras de surpresa se encontravam com nossos sorrisos de satisfação. Uma vez definidos os grupos e feitas as apresentações, avançamos para a fase de elaboração da ficha, onde naturalmente testaram os nossos limites propondo personagens cada vez mais fora da nossa realidade. Nesse momento a total falta de censura de nossa parte levou os meninos ao êxtase, tivemos um arqueiro empunhando uma besta atiradora de beterraba no grupo, um goblin ladrão de tumbas que era melhor amigo de um paladino da justiça e um mago bipolar.


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Mas e a matemática? Diante desse cenário maluco, na sala de estar de uma festa de aniversário, meus desafios pareciam fadados ao fracasso. Vocês não podem imaginar minha surpresa diante do empenho dos alunos ao buscarem a solução dos desafios. Não houve reclamação e nem cara feia, tudo que estava diante deles era o desafio de inteligência a ser superado para que entrassem na câmara da perdição ou na ponte dos desejos. A colaboração dos integrantes do grupo e a preocupação em levar em consideração todas as ideias me mostraram que aquilo que buscamos em sala de aula, a motivação necessária para apreciação, pode ser desenvolvida por meio da imaginação das crianças, contextualizando as histórias infantis e criando sentido para elementos criativos, que a princípio flertam com o absurdo.
Refletindo sobre a experiência do aprendizado por meio da interpretação pude tirar conclusões e aprender por meio de minha narração e observação. É inevitável que os paralelos com a sala de aula se formem em meus pensamentos enquanto trago o que de mais rico pude presenciar em uma atividade lúdica.
Não é raro que alunos “vistam a carapuça” de bom ou de mau aluno, fazendo cumprir uma profecia autorealizadora, onde seu rótulo define suas ações e aprendizados. O jogo de interpretação pode deslocar esse papel pré-definido pelo aluno e o trabalho em grupo destacar suas contribuições para superar um determinado desafio.
O RPG é um excelente instrumento para abordar conceitos porém, se comparado com uma aula convencional, podemos ter a impressão de um tempo mal aproveitado para o ensino de um determinado conteúdo. O engano de tal hipótese não está na relação “conteúdo ensinado/tempo”, mas sim em assumir que a assimilação dos tópicos abordados se faz no exato momento em que o aluno é exposto à fala do professor.
Trabalhar uma série de conceitos a partir de uma narração exige um certo tempo para realizar a ambientação dos alunos, além de contar com um planejamento que insira os conteúdos escolares de forma a manter o sentido da história e empolgar as crianças. Essas características do jogo de interpretação fazem com que a quantidade de conteúdos abordadas em uma partida seja menor do que em sala de aula, mas traz para os participantes uma riqueza de repertório que dificilmente se vê nos livros didáticos.
Para que fique claro o conceito de repertório, faremos um paralelo com o ato de jogar futebol na rua, onde não se estudam táticas e técnicas de chute e passe, mas a criança é exposta a conflitos e situações que mexem com seu emocional, além de empiricamente testar hipóteses sobre tudo que faz parte do esporte. Caso essa criança venha treinar em uma escola de futebol, a mesma associará aquele treinamento técnico à sua vivência e prática, ainda que agora em um nível diferente. Transportando a situação para o ensino de matemática, podemos colocar as explicações e exercícios como parte do treinamento, enquanto as atividades lúdicas cumprem o papel de primeiro acesso ao conteúdo.
Encerro este pequeno relato com um pensamento de Piaget que evidencia a importância de criarmos situações em que colocamos crianças como protagonistas do seu aprendizado.
“Tudo o que se ensina a uma criança, a criança não pode mais, ela mesma, descobrir ou inventar”

Renan Viestel é professor de matemática dos colégios Pentágono e Alef e mestre em Ensino da Matemática.